Moradores de Guarulhos devem redobrar a atenção sobre o consumo de produtos divulgados na internet com promessas de bem-estar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um comunicado oficial para relembrar a proibição do suplemento alimentar ashwagandha em território nacional, após registros de graves complicações de saúde no exterior associadas ao consumo da erva asiática.
O que aconteceu
A substância tem ganhado popularidade em plataformas digitais, especialmente no TikTok, onde é recomendada para o relaxamento e para o alívio de sintomas da perimenopausa. Contudo, o órgão regulador destacou o caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais severos após ingerir o produto.
A autarquia federal esclareceu que a mercadoria não conta com registro oficial no país. Conforme a nota divulgada, “sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.”
A regulamentação vigente determina que suplementos alimentares servem exclusivamente para complementar a dieta de pessoas saudáveis e não podem ter a utilidade vinculada a promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças. A agência também enfatizou que nem toda a população necessita fazer uso desses itens, sendo imprescindível a avaliação individualizada por parte de profissionais capacitados.
Como se proteger
Para evitar danos ao organismo, a orientação é verificar rigorosamente a legalidade de qualquer substância antes do consumo. O órgão fiscalizador ressalta que os perigos envolvem tanto mercadorias clandestinas quanto itens legalizados que sejam utilizados de maneira incorreta, sem a devida observância das dosagens, advertências e restrições descritas nos rótulos e embalagens.






