O crescimento expressivo de roubos e furtos de medicamentos de alto valor, com foco especial nas canetas emagrecedoras, motivou a criação de uma aliança estratégica entre o setor farmacêutico e as forças de segurança do estado de São Paulo. A medida busca proteger clientes e funcionários diante do avanço de ações criminosas que visam produtos de pequeno volume e alta liquidez no mercado clandestino.
O que aconteceu
A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias firmou uma parceria com o Centro de Operações da Polícia Militar e com o Departamento Estadual de Investigações Criminais para intensificar a prevenção e a troca de informações. Dados da entidade apontam que os prejuízos com a subtração de 58.898 unidades de medicamentos da classe GLP-1, indicados para o tratamento de diabetes e obesidade, já alcançam a marca de aproximadamente R$ 70 milhões.
O levantamento da associação indica uma média de 11 ocorrências diárias registradas em território paulista ao longo de 2025. A capital concentrou 64% dos casos, enquanto outros municípios, incluindo Guarulhos, Campinas, Osasco e Santos, somaram 21% das ocorrências mapeadas.
O tema roubo e segurança fazia parte da atuação institucional da entidade. A evolução das ocorrências mostrou a necessidade de incorporar medidas de prevenção à discussão, inclusive para a segurança de nossos próprios colaboradores
Além do impacto finance direto, que inclui despesas adicionais com vigilância e monitoramento, o problema gera riscos sanitários graves. Órgãos de vigilância sanitária alertam que produtos desviados perdem a garantia de controle na cadeia de armazenamento e transporte, especialmente aqueles que exigem refrigeração rigorosa. A iniciativa conjunta também conta com o apoio técnico do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo e de empresas de monitoramento eletrônico para mapear rotas de receptação e identificar padrões de atuação dos criminosos.






