O estado do Rio de Janeiro registra um crescimento recente nos diagnósticos de mpox, uma infecção viral transmitida por contato que tem entre suas principais características o surgimento de lesões cutâneas. Dados recentes apontam que centenas de pacientes testaram positivo, superando o volume total contabilizado no ano anterior. A alta é impulsionada pelos meses mais recentes, acompanhada por dezenas de casos que seguem sob investigação técnica e a circulação de um novo subtipo do vírus apontada por especialistas da área de saúde.
O que aconteceu
O risco de transmissão da doença começa logo com o aparecimento dos sintomas iniciais, como febre, dores pelo corpo e mal-estar geral, podendo ocorrer de um a quatro dias antes das feridas se manifestarem. O contágio permanece ativo até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas, com a queda das crostas e a formação de uma nova camada de pele.
A propagação do vírus ocorre por meio de contato direto com as feridas na pele, bolhas ou crostas de uma pessoa infectada, além da troca de fluidos corporais como saliva, secreções respiratórias e fluidos genitais durante o ato sexual ou beijos. O compartilhamento de objetos pessoais — a exemplo de roupas, toalhas, lençóis e talheres — e a proximidade prolongada por via respiratória também representam formas de contágio.
Autoridades sanitárias destacam que a população que convive com o HIV requer atenção redobrada, uma vez que a infecção por mpox pode evoluir para quadros graves em indivíduos com a imunidade comprometida. Secretarias de Saúde monitoram o cenário de perto, enquanto unidades de referência seguem prestando atendimento e orientações à população.
Como se proteger
Para conter a disseminação do vírus e proteger a saúde pública, especialistas e órgãos competentes recomendam uma série de medidas essenciais de prevenção e controle no dia a dia:
Evitar o contato físico direto com lesões cutâneas ou mucosas de pessoas com suspeita ou confirmação da doença, bem como abster-se de relações sexuais na presença de sinais suspeitos até avaliação médica;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e vestimentas que possam estar contaminados;
Procurar atendimento imediato em uma unidade de saúde ao notar o surgimento de lesões suspeitas nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, acompanhadas ou não de febre;
Cumprir rigorosamente o isolamento domiciliar em caso de suspeita ou confirmação, mantendo as feridas cobertas, higienizando as mãos com frequência e limpando superfícies e o chão com água sanitária;
Manter os cuidados preventivos por pelo menos 21 dias ou até a cicatrização total das lesões, buscando retorno médico caso ocorra piora no quadro clínico.






