O governo federal anunciou um reajuste nos valores do programa Bolsa Família, calculado com base na inflação acumulada pelo INPC desde 2023. A medida altera o benefício médio de R$ 675 para R$ 777, com o objetivo de recompor o poder de compra das famílias beneficiadas.
O que aconteceu
O anúncio do reajuste foi feito em uma quinta-feira, 17, pelo presidente da República. Segundo as informações divulgadas, os novos valores do programa de transferência de renda começam a valer a partir de outubro de 2026, ficando o pagamento entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Os depósitos seguem o calendário tradicional, organizado conforme o último número do NIS.
Com a nova regra, os repasses passam a contar com os seguintes montantes: Benefício de Renda de Cidadania de R$ 164 por integrante; Benefício Complementar de até R$ 691 para famílias que não alcancem esse piso; Benefício Primeira Infância de R$ 173 por criança de até sete anos incompletos; e Benefício Variável Familiar de R$ 58 por integrante elegível. O piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691, representando um acréscimo de R$ 91.
Em termos fiscais, o impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos a partir de outubro. Para o ano de 2027, o custo adicional projetado pelo governo é de R$ 22 bilhões, elevando a previsão total de despesas com o programa de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões. O Ministério da Fazenda informou que o impacto será acomodado no orçamento e as metas fiscais serão mantidas.
Estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já estava previsto para este ano o reajuste, sem solavancos, sem mudança de rumo
Atualmente, o programa atende 49,68 milhões de pessoas e representa entre 1,2% e 1,25% do PIB previsto para 2027. Para ter direito, é necessário estar inscrito no CadÚnico com renda mensal de até R$ 218 por integrante.
Como consultar
Os beneficiários podem verificar informações sobre a situação do benefício, os valores disponíveis e o calendário de pagamento utilizando o aplicativo Bolsa Família, o aplicativo Caixa Tem, os canais de atendimento da Caixa Econômica Federal ou a consulta pelo Cadastro Único.







