As operações de fiscalização de trânsito realizadas pela Polícia Militar em Guarulhos entraram na mira do debate político na última quarta-feira, dia 19. Durante a sessão ordinária realizada no Plenário do Legislativo municipal, o presidente da Casa, vereador Martello, exigiu explicações detalhadas sobre os métodos aplicados nas abordagens e nos recolhimentos de automóveis pelas ruas da cidade.
Críticas aos critérios de recolhimento
O parlamentar levou à tribuna reclamações recorrentes da população sobre automóveis guinchados por causa de pequenos danos estruturais, mesmo quando a situação documental estava perfeitamente em dia. Para o chefe do Legislativo, a atuação precisa separar falhas que representam perigo real no trânsito daquelas que servem apenas para inflar estatísticas de apreensão sem justificativa plausível.
O trabalhador, às vezes, tem um pneu um pouco ruim, um trinco no vidro, mas está com a documentação correta, em ordem. Apreender por apreender não é correto
A argumentação central levantada no plenário girou em torno do bom senso que deve imperar nas ruas. O vereador pontuou que irregularidades documentais ou carros totalmente sem condições de circulação exigem rigor da lei, mas reprovou qualquer atitude arbitrária baseada apenas na opinião isolada do agente durante a abordagem.
Se tem documento errado ou o carro não tem condições, tudo bem. Agora, um PM, da cabeça dele, achar que um carro tem ou não condições, não tem cabimento
Reunião agendada com o comando
Diante da repercussão dos relatos e do volume de queixas que chegaram ao gabinete, a presidência da Câmara Municipal confirmou que já acionou a assessoria para viabilizar um encontro oficial. O objetivo é sentar à mesa com os comandantes da Polícia Militar na região e com os gestores da Secretaria de Trânsito e Transportes para alinhar os protocolos.
Temos que tomar uma posição. Queremos a coisa certa, queremos a lei







