O cenário audiovisual da Amazônia brasileira alcança nova projeção no circuito internacional ao acumular dezenas de premiações e mirar uma oportunidade de qualificação para o Oscar. A produção nacional amplia sua circulação e desperta atenção global ao retratar temas ambientais e sociais da região sob a ótica da ficção científica.
O que aconteceu
O curta-metragem intitulado "Amazônia Xamã" conquistou o prêmio de Melhor Filme de Ficção Científica no Indo New York International Filmfare Awards, atingindo a marca de 59 prêmios internacionais. Com o resultado, a obra recebeu um convite para o Palm Springs Film Awards, nos Estados Unidos, integrando a categoria de curta-metragem que oferece chance de qualificação para a premiação da Academia.
Conforme o regulamento da competição norte-americana, o vencedor da categoria terá direito a uma exibição comercial de sete dias consecutivos custeada pelo evento em um cinema de Nova York, etapa fundamental para buscar a elegibilidade ao Oscar. Lançado em dezembro de 2025 na cidade de Macapá, no Amapá, o filme apresenta uma narrativa ambientada em um futuro distópico onde robôs e máquinas assumem a exploração da floresta, enquanto a figura do cacique Raoni simboliza a resistência dos povos originários.
Amazônia Xamã nasceu de uma necessidade de falar sobre a Amazônia a partir de um lugar de pertencimento
O projeto cinematográfico foi produzido inteiramente no Amapá e conta com a participação de artistas e profissionais locais no elenco. Ao longo de sua trajetória, o filme já foi premiado em festivais realizados em países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, México, Grécia e Índia, destacando-se em categorias voltadas para a ficção científica, direção e preservação ambiental.






