os ativos brasileiros registraram forte volatilidade após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. o cenário pós-eleitoral impactou diretamente o mercado financeiro nacional, gerando forte reação entre investidores e movimentações expressivas nas negociações de ações e câmbio.
o que aconteceu
durante o pregão, o índice ibovespa recuou até 16% antes de arrefecer a queda para 13,8%, enquanto o real registrou desvaloração de até 15% diante do dólar, fechando o dia com alta de 8,2% na moeda norte-americana. os juros futuros também subiram de forma acentuada, o que obrigou o tesouro a realizar um leilão extra de recompra de títulos prefixados com vencimento em 2029, pagos a taxas superiores a 15%.
segundo levantamentos do setor, a conta de juros do país atingiu r$ 1,18 trilhão nos 12 meses encerrados em agosto, o equivalente a 8,86% do pib. somado ao déficit primário real, o déficit nominal alcançou 9,48% do pib no mesmo período. além disso, despesas e estímulos creditícios realizados no período eleitoral somaram r$ 298,4 bilhões, conforme apontado pela instituição fiscal independente do senado, gerando uma necessidade adicional de r$ 53,7 bilhões no orçamento de 2027.
o que fazer
especialistas apontam que a nova gestão federal precisará adotar um ajuste fiscal rigoroso logo no início do mandato para conter o crescimento da dívida pública, que caminha para ultrapassar 100% do pib até o final da década. entre as alternativas apontadas para estabilizar as contas públicas estão a sinalização urgente de freio nos gastos, a redução na correção do teto de despesas, a reorganização de programas sociais para maior focalização de recursos e a busca pelo cumprimento integral da meta fiscal sem o uso de pisos, visando conter o avanço dos juros e garantir a sustentabilidade econômica a longo prazo.






