Estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Esino Médio (Enem) costumam ter dúvidas sobre qual estratégia adotar diante de perguntas desconhecidas: arriscar um palpite ou deixar o espaço em branco. O exame, aplicado em âmbito nacional, exige preparo mental e atenção às regras de correção para evitar prejuízos na nota final.

O que aconteceu

Especialistas em avaliação educacional esclarecem que deixar uma questão sem marcação significa desperdiçar qualquer possibilidade de pontuação. Na metodologia de correção do exame, conhecida como Teoria de Resposta ao Item (TRI), uma pergunta sem resposta produz exatamente o mesmo resultado prático de um erro.

Isso porque, na correção pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), uma questão em branco tem exatamente o mesmo efeito de uma resposta errada

A TRI avalia a coerência do conjunto de respostas do participante, analisando se o padrão de acertos e erros faz sentido estatístico. Por isso, a recomendação é tentar eliminar as alternativas incorretas e registrar um palpite fundamentado, caso o tempo permita.

Afinal, entre uma chance de acertar e nenhuma chance, melhor ficar com a primeira opção.

Como se proteger e organizar o tempo

Para otimizar o desempenho, a orientação é iniciar a prova respondendo às perguntas mais fáceis e marcando aquelas que exigirem mais tempo. Dessa forma, evita-se o desgaste precoce com itens complexos logo no início da avaliação.

Minha recomendação é fazer a prova em duas partes: na primeira, resolver tudo o que é tranquilo e marcar as questões que pareceram difíceis; na segunda, voltar a elas com calma

Outro ponto crítico destacado pelos especialistas é a gestão do tempo para o preenchimento do cartão-respostas, evitando que o encerramento do prazo impeça a entrega de marcações já resolvidas.

Agora, um conselho que parece bobo e não é: reserve os últimos 15 ou 20 minutos para preencher o cartão-resposta. Todo ano tem gente que sabia a matéria e saiu da sala com questões em branco porque o tempo acabou