Moradores de Guarulhos devem ficar atentos: manter animais silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes é crime ambiental e coloca a fauna urbana em risco. Em operações recentes realizadas pela Guarda Civil Municipal (GCM) na cidade, dezenas de aves e outros animais silvestres foram resgatados de situações irregulares, cativeiros precários e locais de risco, reforçando a necessidade de denúncias e conscientização sobre a preservação da biodiversidade local.
O que aconteceu
Agentes da Inspetoria Ambiental da GCM de Guarulhos realizaram ações de fiscalização e proteção da fauna na terça-feira (27) e na quarta-feira (28). Nas diligências pelos bairros Jardim Ansalca e Jardim Fortaleza, as equipes encontraram 47 aves silvestres mantidas em cativeiro de forma irregular, em condições de higiene precárias e sem qualquer documentação legal.
Entre as espécies apreendidas estavam 16 picharros, oito coleirinhos, seis canários-da-terra, cinco bigodinhos, seis tico-ticos, um pássaro-preto, um galo-de-campina, dois pintassilgos-do-nordeste, um curió e um brejal. Os responsáveis pelas aves responderão por crime ambiental, conforme previsto no artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998.
Em outras ocorrências registradas no mesmo período, a corporação atuou no resgate de mais animais em situação de vulnerabilidade. Na Vila Itapegica, um carcará foi recolhido apresentando ferimentos nas asas. Já nos bairros Jardim Leblon e Anita Garibaldi, os guardas municipais realizaram o resgate de duas famílias de saruês, totalizando nove marsupiais.
Destino dos animais
As 47 aves apreendidas no cativeiro ilegal e o carcará ferido encontrado na Vila Itapegica foram encaminhados ao Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP), onde passam por exames médicos veterinários e recebem cuidados especializados para posterior reabilitação.
No caso dos saruês resgatados no Jardim Leblon e no Anita Garibaldi, os animais passaram por avaliação de manejo adequado e foram devolvidos em segurança para seus habitats naturais. As ocorrências relativas aos cativeiros ilegais foram apresentadas oficialmente na Delegacia de Investigação sobre Crimes contra o Meio Ambiente (Dicma).






