O Governo do Estado de São Paulo apresentou na quinta-feira (15) um conjunto de 181 ações integradas envolvendo 50 instituições, com o objetivo de preparar os municípios paulistas para os impactos das mudanças climáticas. O programa conta com aportes previstos de R$ 29 bilhões até 2029, buscando reduzir vulnerabilidades territoriais e reforçar a resiliência da população frente a eventos extremos.

O que aconteceu

As medidas fazem parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), estruturado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL). A iniciativa reúne ações contínuas desenvolvidas desde 2023, recebendo reforço com a chegada do fenômeno El Niño e o alinhamento com o programa São Paulo Sempre Alerta.

São Paulo foi pioneiro ao incorporar o monitoramento da adaptação às mudanças climáticas ao planejamento de longo prazo do Estado, por meio do PEARC. Esse plano é um instrumento estratégico para orientar e acompanhar as ações necessárias à redução das vulnerabilidades e ao fortalecimento da resiliência do território paulista

O projeto foi desenvolvido com apoio da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e considerou contribuições do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC). As frentes de atuação abrangem temperaturas elevadas, ondas de calor, baixa umidade, disponibilidade hídrica, incêndios florestais e chuvas intensas. Entre as frentes temáticas, o plano sugere a criação de mini florestas urbanas e ampliação de áreas verdes para conter o calor extremo, além de medidas para a saúde e segurança hídrica.

Para o enfrentamento de incêndios florestais, o programa reúne 36 medidas voltadas à redução de riscos e proteção da biodiversidade por meio do São Paulo Sem Fogo, que mobilizou mais de R$ 400 milhões durante a estiagem. No eixo de chuvas intensas e deslizamentos, o Estado destina mais de R$ 1 bilhão para piscinões e R$ 1,7 bilhão para desassoreamento de rios e córregos. Já na segurança hídrica, destacam-se a construção das barragens de Pedreira e Amparo, com investimento de R$ 1,7 bilhão, e um aporte de R$ 9 bilhões pela Sabesp.

O objetivo é fortalecer a proteção da população, reduzir vulnerabilidades e preservar a infraestrutura e os serviços essenciais, consolidando uma atuação permanente que combina investimentos estruturantes com preparação e resposta aos eventos climáticos extremos