O Ministério da Educação estuda a recriação do programa Ciência Sem Fronteiras, iniciativa voltada para a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores brasileiros que funcionou entre os anos de 2011 e 2017. A proposta em análise prevê a inclusão de alunos do ensino médio que se destacarem em competições nacionais do conhecimento.
O que aconteceu
A proposta de retomada da iniciativa foi abordada pelo poder executivo federal como forma de fortalecer a produção acadêmica do país. No formato original, implementado durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação foram contemplados antes de o projeto ser encerrado no governo de Michel Temer devido a avaliações sobre custos e diretrizes de proficiência.
Na nova estrutura em estudo, o programa pretende atender três frentes principais. Alunos do ensino médio que vencerem olimpíadas nacionais, como as de matemática, poderão receber apoio financeiro para participar de etapas internacionais. Na graduação, o foco seria em modalidades de intercâmbio sanduíche voltadas para áreas como inteligência artificial, matemática aplicada, engenharias e eficiência energética. Já na pós-graduação, o formato contemplaria mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos em temas ligados a defesa, soberania, minerais críticos e terras raras.
Até o momento, o governo federal não divulgou o orçamento necessário para a execução do projeto, a quantidade exata de vagas que serão disponibilizadas ou se o processo de seleção terá início no próximo ano. A gestão financeira e operacional das edições anteriores era realizada em conjunto pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.






