A Prefeitura de Guarulhos promoveu recentemente uma iniciativa voltada para a inclusão cultural ao realizar um workshop gratuito de discotecagem voltado especificamente para munícipes com deficiência visual e auditiva. A ação foi idealizada e conduzida pela Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, buscando ampliar o acesso a novas formas de arte e entretenimento no município.
Experiência direta com os equipamentos de som
Durante o encontro, os presentes tiveram a oportunidade de manusear mesas de som e tocar diretamente nos equipamentos tradicionais utilizados por profissionais da música eletrônica. Além da vivência prática com as controladoras e técnicas de mixagem, a programação incluiu relatos sobre a carreira dos ministrantes, que compartilharam suas vivências no mercado musical com o público.
Pioneirismo na música e na mixagem
O comando da capacitação ficou sob a responsabilidade de um casal com ampla bagagem na cena artística local e nacional. Ela possui deficiência visual congênita e fez história em 1997 ao ser a pioneira entre mulheres cegas a concluir uma formação tradicional de discotecagem, acumulando passagens por palcos de destaque como a Virada Cultural Inclusiva e a Balada Inclusiva. Já ele perdeu a visão na infância, aos sete anos de idade, e construiu sua trajetória de forma autodidata, chegando a criar o pioneiro curso voltado para cegos no país e adaptando softwares da área para tornar a mixagem acessível.
Aproveitamento dos participantes na atividade
O evento atraiu perfis variados interessados em ampliar horizontes sonoros. Um dos presentes, de 33 anos e com deficiência auditiva, marcou presença com o auxílio de uma profissional de Libras para acompanhar os detalhes; ele já toca saxofone, estuda violão e aprovou a experiência com as controladoras. Outro participante, de 36 anos, atua com audiodescrição e buscou a capacitação para agregar repertório à sua rotina profissional, ressaltando o valor de iniciativas que fomentam novas perspectivas para o público PcD na cidade.







