Moradores que precisam acertar contas com o fisco devem ficar atentos a situações específicas do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Questões menos comuns, como a entrega de declarações de espólio, atualizações na base de cálculo e o recebimento de valores de aluguéis por meio de intermediadores, exigem atenção redobrada dos contribuintes para evitar cair na malha fina.
O que aconteceu
Especialistas em contabilidade chamam a atenção para o tratamento adequado de rendimentos obtidos através de administradoras de imóveis e imobiliárias. Quando o aluguel é repassado por um intermediador, o contribuinte deve declarar o valor integral recebido do inquilino, descontando apenas a taxa de administração paga à empresa, e não o valor líquido que cai na conta após todas as deduções.
Outro ponto que gera dúvidas é a declaração de espólio, obrigatória nos casos de falecimento de contribuintes que possuíam bens e rendimentos tributáveis. O processo envolve fases distintas, desde a declaração inicial de espólio até a intermediária e a final de raus, exigindo rigor no preenchimento para que os herdeiros não tenham pendências legais com o órgão federal.
Além disso, alterações na base de cálculo do imposto exigem conferência detalhada dos documentos financeiros do ano-calendário anterior. O contribuinte deve cruzar todas as informações de rendimentos e despesas dedutíveis para garantir que os valores informados correspondam exatamente aos registros oficiais dos órgãos pagadores e instituições financeiras.
O que fazer
A orientação para os contribuintes que lidam com essas situações atípicas é reunir todos os comprovantes de pagamentos, recibos de intermediação imobiliária e a documentação do inventário antes de iniciar o preenchimento do programa gerador da declaração. Em caso de dúvidas complexas sobre espólio ou repasses financeiros, o mais seguro é buscar o auxílio de um profissional contábil regularizado para garantir a exatidão dos dados enviados à Receita Federal.






