O apoio ao aprendizado figura entre os dez benefícios corporativos mais valorizados por profissionais no Brasil, embora ainda fique fora das dez principais ofertas das organizações. O descompasso foi apontado pela 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half, divulgada em junho de 2026, com a participação de 752 lideranças e colaboradores empregados.
Segundo o estudo, 77% dos trabalhadores defendem mudanças nos pacotes para acompanhar as demandas do mercado, enquanto 86% consideram iniciativas voltadas à família, como o suporte educacional, no momento de avaliar uma proposta de emprego. A distância entre a expectativa e a realidade empresarial sinaliza espaço para modelos mais flexíveis.
O que aconteceu
O levantamento demonstra que a qualificação profissional e o vínculo com o empregador estão no centro das discussões sobre retenção de talentos. O acesso a cursos e formação permite o desenvolvimento de novas competências, ao mesmo tempo em que gera equipes mais engajadas para as empresas.
Além disso, dados do Fórum Econômico Mundial indicam que a necessidade de atualização profissional deve pressionar as políticas corporativas nos próximos anos, reforçando a importância de soluções voltadas à capacitação contínua e ao suporte familiar.
Como se proteger
Para os profissionais que buscam ampliar o desenvolvimento de carreira, a recomendação é avaliar se a atual empresa oferece programas de benefícios flexíveis ou parcerias educacionais que contemplem graduação, pós-graduação, cursos técnicos, aprendizado de idiomas ou apoio escolar para dependentes. O alinhamento com iniciativas que oferecem condições especiais em instituições de ensino pode representar uma alternativa viável para a requalificação sem comprometer o orçamento familiar.






