A Jornada de Foguetes de 2026 começa em 3 de agosto e reúne, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, as equipes de estudantes com melhor desempenho na Olimpíada Brasileira de Foguetes. O evento é nacional e junta ciência, tecnologia e prática.

Participam alunos do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio, vindos de escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais. A seleção considerou o desempenho na Obafog, etapa da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) realizada em 15 de maio de 2026.

Mais aprendizado do que disputa

Para o professor e astrônomo que coordena a OBA e a Obafog, a jornada não se resume a uma competição. Os estudantes lançam foguetes, mas também constroem modelos diferentes, montam as bases e treinam a comunicação oral ao apresentar os próprios projetos. O evento reforça conteúdo de sala de aula e estimula a colaboração entre os participantes.

eles saiam sabendo muito mais do que quando chegaram

Vinagre, bicarbonato e ar comprimido

A programação inclui oficinas de construção e lançamento de novos modelos, entre eles uma versão eletrônica projetada para soltar um paraquedas durante a descida. Os alunos também assistem a palestras de equipes universitárias que constroem foguetes de grande porte, o que amplia a visão sobre engenharia aeroespacial.

A propulsão muda conforme a faixa etária. No ensino médio, os estudantes usam uma mistura de vinagre e bicarbonato de sódio, o que envolve conceitos de química. Do sexto ao nono ano do fundamental, os lançamentos são feitos com água e ar comprimido, em um processo de menor complexidade técnica.

Cronograma, premiação e céu noturno

São 18 equipes ao todo. Dezesseis competem ainda em 2026, com rodadas entre 3 e 6 de agosto e outras distribuídas ao longo do ano. As duas restantes ficam para fevereiro de 2027, entre os dias 22 e 25.

A abertura oficial acontece na noite de 3 de agosto de 2026, entre 20h e 22h, momento em que os participantes já começam a montar os foguetes mais elaborados, com eletrônica. A programação diária vai das 8h às 22h. Às quintas-feiras, as atividades terminam ao meio-dia, com a cerimônia de premiação das equipes vencedoras.

Entre as competições e as oficinas entram ainda sessões de observação do céu noturno e visitas a planetários.

Quem está por trás do evento

A organização é da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em colaboração direta com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A jornada tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro Universitário Facens, do BTG Pactual, da Bizu Space e da Força Aérea Brasileira.