Moradores de Guarulhos que utilizam serviços bancários e plataformas digitais devem ficar atentos às novas diretrizes anunciadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central (BC). As autoridades financeiras aprovaram, nesta quinta-feira (22/10), uma série de alterações nas normas de compartilhamento de dados do Open Finance, sistema que integra informações financeiras entre diferentes instituições mediante autorização do cliente. A medida tem caráter nacional e busca blindar o sistema contra fraudes, ampliar a transparência e definir com rigor as responsabilidades das companhias envolvidas no processo.

O que aconteceu

A resolução conjunta publicada pelos órgãos reguladores estabelece exigências mais rígidas para bancos e empresas parceiras, com foco especial na proteção de informações de pessoas jurídicas e físicas. O objetivo principal é dar maior controle ao usuário sobre quem acessa seus dados e reduzir margens para interpretações divergentes sobre a segurança operacional.

Entre as principais alterações implementadas no sistema estão a exigência de um consentimento específico para cada entidade parceira, fiscalização rigorosa sobre o cumprimento das normas de proteção de dados, maior transparência nas parcerias e a criação de mecanismos para suspender imediatamente o compartilhamento caso haja qualquer sinal de risco à segurança. Além disso, a nova regulamentação exige que a alta administração e os conselhos das instituições financeiras atuem de forma direta no monitoramento dessas conexões, tirando a responsabilidade exclusiva das equipes técnicas.

Para o público corporativo, o modelo traz jornadas de autorização mais flexíveis. Empresas que exigem a aprovação de múltiplos gestores ou representantes para a tomada de decisões financeiras poderão conceder os consentimentos necessários em momentos distintos e por meio de usuários autorizados diferentes em cada instituição participante, facilitando o acesso a serviços como propostas de crédito.

O que muda para o cliente

Com as novas normas, o cidadão ganha ferramentas mais claras para gerenciar o destino de suas informações bancárias. Os principais impactos esperados incluem maior clareza sobre quais entidades estão autorizadas a receber dados, rigidez redobrada na blindagem das informações, possibilidade de interromper a troca de dados em cenários de vulnerabilidade e processos mais previsíveis, sem abrir mão da segurança cibernética.

As instituições financeiras agora possuem prazos e diretrizes regulatórias para adaptar seus sistemas e governança às exigências aprovadas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional.