Moradores da região metropolitana precisam redobrar a atenção ao adquirir dispositivos eletrônicos de segunda mão, pois uma ação coordenada pelas forças de segurança busca desarticular esquemas de venda de aparelhos de origem ilícita no estado.

O que aconteceu

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Última Chamada, com previsão de continuidade até esta sexta-feira (18). A ação fiscalizatória já cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em 55 locais diferentes distribuídos entre a capital e a Grande São Paulo.

Até o momento, o balanço oficial aponta que duas pessoas foram detidas e 253 aparelhos eletrônicos acabaram apreendidos. A Secretaria de Segurança Pública informou que o propósito da varredura é examinar os terminais para rastrear equipamentos obtidos de forma criminosa e identificar os envolvidos na cadeia de distribuição ilegal.

Os trabalhos contam com a atuação conjunta de equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais, do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo, da Polícia Militar e do Procon. A mobilização faz parte de uma diretriz nacional articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Durante a primeira etapa da mobilização, realizada em agosto, o estado recuperou 985 terminais, sendo 309 devolvidos aos proprietários, além da instauração de três inquéritos policiais. Em âmbito nacional, a fase inicial resultou na recuperação de 8 mil celulares em 23 estados e na prisão de 158 pessoas.