Empresas e profissionais de recursos humanos precisam adotar procedimentos rigorosos, porém respaldados pela legislação trabalhista, ao receberem comprovantes de afastamento médico que apresentem rasuras, informações incompletas ou ausência de legibilidade. A correta gestão desses documentos evita conflitos jurídicos e protege tanto os direitos da organização quanto os do trabalhador.

O que aconteceu

A rotina do setor administrativo das empresas frequentemente esbarra na apresentação de comprovantes de saúde que contêm falhas formais. Situações como rasuras no papel, falta de carimbo legível, ausência do registro profissional do emissor ou preenchimento incompleto geram dúvidas sobre a validade do afastamento. Nesses casos, a condução inadequada por parte da gestão de pessoal pode resultar em prejuízos para a relação de emprego.

Especialistas na área orientam que a recusa sumária de um documento de saúde sem a devida apuração pode configurar abuso de direito. O setor responsável deve avaliar com cautela cada ocorrência, buscando esclarecer as inconsistências antes de tomar qualquer medida que possa prejudicar o funcionário ou desconsiderar os dias de repouso prescritos.

O que fazer

Diante de um comprovante com problemas formais, a recomendação é que a equipe de gestão de pessoas entre em contato com o empregado para solicitar a regularização ou um documento substituto emitido pelo profissional de saúde responsável. O diálogo transparente é fundamental para solucionar pendências de maneira rápida e evitar interpretações equivocadas sobre a veracidade do afastamento apresentado.