Quem vai tirar a habilitação pela primeira vez precisa vencer uma sequência de etapas: teoria, aulas ao volante e três avaliações — física, psicológica e toxicológica. Veja o caminho e o preço de cada fase.

Etapa digital

Tudo começa no aplicativo CNH do Brasil. Depois de instalar o app, o candidato toca em “Condutor”, segue para “Requerimento da Primeira Habilitação” e escolhe a categoria — A, se for moto; B, se for carro; ou AB, para as duas. O curso teórico sai de graça pela aba “Educação”, dentro do próprio aplicativo.

Exames médico e psicológico

A fase seguinte pede a geração do Renach e o cadastro biométrico, ambos acessados em “Iniciar Processo de 1ª Habilitação”, no site do Detran-SP. As avaliações são marcadas pelo mesmo canal, em clínicas credenciadas pelo órgão. O preço: R$ 90,00 para a médica e outros R$ 90,00 para a psicológica.

Prova teórica

Terminado o curso, ele precisa constar do prontuário. O registro é feito em “Validar Curso Teórico da CNH do Brasil no Detran-SP”. Só a partir daí libera-se a taxa de R$ 52,83 e a marcação do exame, que pode ser prestado em unidade do Detran-SP ou em um Poupatempo. Passa quem acerta 20 das 30 questões, no mínimo.

O pagamento das taxas dos dois exames sai pelo portal para veículos da Fazenda, em https://pixveiculos.fazenda.sp.gov.br/. Para treinar antes, vale acessar “Realizar Simulado da Prova Teórica”: as perguntas são sorteadas do mesmo banco oficial usado na avaliação real.

Aulas e exame prático

Aprovado na teoria, o candidato emite pelo app a Licença de Aprendizagem de Direção Veicular, a LADV, documento que tem de ir junto em toda aula. O mínimo exigido é de 2 horas por categoria, sem teto máximo, e a escolha fica entre autoescolas e instrutores autônomos. Na segunda alternativa, cada aula vai para o Portal de Serviços da SENATRAN e depois passa por “Validar Curso Prático da CNH do Brasil no Detran-SP”.

O teste de direção custa outros R$ 52,83 e é marcado em “Agendar Exame Prático de Direção Veicular”, no portal do órgão, onde se define local, data, horário e categoria. Não há tempo máximo. Reprova quem soma mais de 10 pontos ou comete falta eliminatória.

Cada erro tem peso próprio. Vale 1 ponto a falta leve — parar em acostamentos, por exemplo. Sobem para 2 pontos as médias, caso de estacionar na contramão ou deixar o carro em cima da faixa de pedestres quando o sinal fecha. As graves custam 4 pontos: circular em faixa reservada a outros veículos ou desobedecer a examinadores e autoridades de trânsito. E chegam a 6 pontos as gravíssimas, como ultrapassar pelo acostamento ou rodar em corredor de ônibus.

Também é permitido usar carro particular ou de instrutor autônomo. Nesse caso, a sinalização é obrigatória: faixa branca removível, de 20 cm de largura, aplicada ao longo da carroçaria, à meia altura, com a palavra “AUTOESCOLA” escrita em preto.

Documento na mão e o primeiro ano

Vencido o teste de direção, a versão digital da carteira sai sem custo. Já quem faz questão do documento impresso desembolsa R$ 137,79, com pagamento antes de o exame prático acontecer.

Nenhuma das duas versões sai sem o toxicológico negativo, obrigatório na primeira habilitação. O laudo vale 90 dias, e por isso não convém antecipar a coleta, feita em laboratório ou clínica com credenciamento da Senatran.

A atenção continua depois da aprovação. Nos 12 primeiros meses de carteira, uma infração grave ou gravíssima — ou a reincidência em infrações médias — cancela o documento e obriga o motorista a recomeçar tudo do zero.