O trabalho de educadores tem ganhado novos formatos com a expansão das redes sociais. O que começou como uma alternativa durante o período de isolamento social na pandemia transformou-se em empreendimentos estruturados, alcançando milhões de pessoas e gerando novas fontes de receita fora das instituições tradicionais.

O que aconteceu

Diferentes profissionais da educação migraram para o ambiente digital e construíram bases sólidas de seguidores. Uma das trajetórias é a da responsável pelo perfil voltado ao ensino de idiomas que soma milhões de seguidores em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. O ponto de virada ocorreu com uma publicação que viralizou, utilizando encenações bem-humoradas de conversas cotidianas.

Outro caso é o de uma professora de português que iniciou as postagens em 2013 e consolidou o projeto em 2018, lançando conteúdos voltados a concursos públicos. Com o crescimento da audiência e o faturamento anual que passou a superar a marca de R$ 1 milhão, ela deixou o ensino presencial para atuar exclusivamente na internet.

A mesma transição ocorreu com uma docente de matemática que iniciou as gravações durante a suspensão das aulas presenciais. Ao notar que os ganhos com as plataformas digitais ultrapassaram o salário da CLT, ela optou por deixar a escola onde lecionava e focar integralmente na produção de materiais educativos, palestras e monetização.

Como funciona o modelo de negócio

Para esses profissionais, as redes sociais funcionam como a principal porta de entrada. A partir da visibilidade conquistada, o faturamento é diversificado por meio da venda de cursos online, plataformas próprias de preparação para vestibulares e exames como o Enem, além de parcerias com marcas e contratos publicitários.