As alterações trazidas pela reforma tributária exigem uma reorganização estrutural das empresas, com reflexos diretos já previstos para janeiro de 2027. O setor de serviços e o modelo de franquias figuram entre os mais afetados, tornando a seleção do regime fiscal um ponto crítico para a preservação das margens de lucro e a segurança operacional dos empreendimentos.

O que aconteceu

A necessidade de preparação antecipada foi um dos principais debates durante a terceira edição do congresso Somos Multi 2026, realizado na última terça-feira (15/9), no Nubank Parque, na capital paulista, reunindo 1.105 profissionais e empreendedores do setor. Especialistas e gestores apontaram que a transição legal exige envolvimento de toda a estrutura corporativa, indo muito além do departamento fiscal tradicional.

não por terrorismo, mas para aumentar a eficiência operacional

Durante o evento, lideranças empresariais enfatizaram que a responsabilidade pela adaptação não deve ser restrita aos profissionais de contabilidade. A participação ativa dos gestores na análise de teses tributárias e na interpretação das novas regras normativas é considerada indispensável para blindar os negócios contra instabilidades financeiras.

não só com o contador, mas todo o time

O ajuste do fluxo de caixa para a chegada do novo modelo fiscal foi comparado pelos participantes ao desafio de manter o negócio funcionando enquanto se realizam mudanças estruturais profundas. A exigência de rigor técnico na análise dos dados financeiros passa a ser tratada como condição básica para a sustentabilidade e a profissionalização contínua das operações no mercado.

Não tem como não fazer conta e não buscar essa profissionalização neste momento

Os especialistas também reforçaram que a definição de estratégias fiscais exige clareza técnica sobre os conceitos aplicados.

Enquadramento é diferente de planejamento tributário