Manter a caderneta de vacinação atualizada continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública no Brasil, especialmente quando a população deixa de se sentir sob ameaça direta de doenças já controladas. A constatação foi destacada por autoridades sanitárias neste sábado, 17, considerado o Dia Nacional de Vacinação.
O que aconteceu
De acordo com especialistas da área, o comportamento humano tende a buscar proteção apenas quando há percepção de risco imediato, cenário observado anteriormente durante a pandemia de Covid-19 e em campanhas contra a febre amarela. Com o desaparecimento temporário de enfermidades, como ocorreu com o sarampo, há uma tendência de adiamento da imunização, gerando um cenário propício para a propagação viral.
Considerado erradicado e premiado com um certificado de eliminação em 2016, o sarampo voltou a preocupar após o retorno da circulação do vírus em 2018. O pico desse período ocorreu em 2019, quando o país registrou 21.741 casos. No cenário atual, a doença segue sob monitoramento rigoroso. Até o momento, 61 casos foram contabilizados no Brasil, conforme o mais recente informe do Ministério da Saúde. Todos os registros são classificados como importados, ou seja, contraídos fora do território nacional, atingindo majoritariamente pessoas não imunizadas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a transmissão nas Américas atingiu o maior patamar em mais de duas décadas, com registros graves de mortalidade em países como os Estados Unidos, onde mais de cinco mil pessoas vieram a óbito em decorrência da infecção. Além disso, levantamentos indicam que quase 65% dos municípios brasileiros apresentam coberturas vacinais contra o sarampo abaixo das metas estabelecidas.
Como se proteger
Por se tratar de uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo, o sarampo pode evoluir rapidamente para quadros clínicos graves e levar ao óbito. Como não existe um tratamento específico para a infecção, a imunização é apontada como a principal e mais eficaz barreira de proteção.
As pessoas começam a tomar remédio, a fazer um tratamento. Aí meses depois estão ótimas, aí dizem: 'não preciso mais, porque eu já estou ótima'. Quando na verdade você está com a manutenção por causa do tratamento.
A vacina atua apresentando ao organismo versões enfraquecidas do agente causador, preparando o sistema imunológico para combater o microrganismo real caso ocorra a exposição. Diante do aumento da circulação do vírus na região das Américas, autoridades internacionais recomendaram o reforço nas campanhas de conscientização.
No Brasil, a vacinação é totalmente gratuita e está disponível para toda a população na rede pública, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é que os moradores verifiquem suas cadernetas e procurem a unidade de saúde mais próxima para garantir a imunização.
Então a gente precisa trabalhar nesses dois aspectos, e até para isso que nós estamos aqui, o dia das imunizações se presta também a isso. Lembrar que essas doenças estão longe de serem negligenciadas, sarampo mata, nos Estados Unidos vimos isso






