A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta importante sobre os riscos das complicações decorrentes do sarampo. Embora grande parte dos pacientes consiga se recuperar, a infecção pode provocar danos permanentes, especialmente em crianças pequenas, atingindo áreas vitais como o cérebro, a audição, a visão e os pulmões.
O que aconteceu
Durante a fase aguda da infecção, uma das ocorrências possíveis é a encefalite, que consiste na inflamação do tecido cerebral. Essa condição pode gerar convulsões, confusão mental, alterações na consciência e dificuldades na fala. Crianças ficam mais expostas a esses riscos devido ao sistema imunológico ainda em fase de desenvolvimento.
A grande maioria dos pacientes se recupera do sarampo, mas algumas sequelas podem ser permanentes, principalmente em crianças muito pequenas. O paciente pode apresentar comprometimento neurológico, alterações cognitivas, perda auditiva e alterações visuais. A doença também pode comprometer os pulmões e deixar sequelas que aumentam a predisposição para novas infecções e falta de ar.
Entre os quadros mais raros e severos está a panencefalite esclerosante subaguda (PESS), que se caracteriza como uma enfermidade neurológica progressiva capaz de surgir anos após o contágio pelo vírus, podendo se manifestar até uma década depois.
Como se proteger
A imunização permanece como a principal forma de prevenção contra o vírus. A orientação direcionada aos pais e responsáveis é a conferência rigorosa da caderneta de vacinação infantil, assegurando que todas as etapas estejam em dia para cada faixa etária.
O esquema de vacinação segue critérios específicos por idade: aos 12 meses é aplicada a primeira dose, aos 15 meses a segunda dose, e o público de 15 meses a 29 anos precisa ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias. Para quem tem entre 30 e 59 anos, a exigência é de pelo menos uma dose, enquanto trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses, sem restrição de idade.
Além disso, bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em Guarulhos, na Capital, em São Bernardo do Campo e em Santo André devem receber a dose zero da vacina tríplice viral. Trata-se de uma aplicação adicional que não substitui o calendário regular, exigindo que a criança seja vacinada novamente ao atingir 12 e 15 meses de idade.






