A trégua durou pouco mais de 48 horas para quem vive nos prédios vizinhos à altura do número 165 da pista superior da avenida Salgado Filho, na região central de Guarulhos. Um estacionamento que abriga um bar voltou a bombardear a vizinhança com música em volume excessivo, jogando por terra a breve calmaria que havia beneficiado a rotina local na última segunda e terça-feira.

Barulho madrugada adentro e falta de respostas oficiais

O inferno sonoro costuma se estender pelas madrugadas, frequentemente avançando até as 4h da manhã. O impacto atinge de forma severa famílias que conviven com idosos e pessoas no espectro autista, grupos que sofrem intensamente com a poluição sonora contínua. Questionamentos foram encaminhados à Assessoria de Imprensa da Prefeitura no dia 19, cobrando fiscalização e esclarecimentos se o estabelecimento possui alvará para funcionar como bar, além de licença para operar equipamentos de som e respeitar limites de decibéis.

Diante do silêncio inicial do poder público e da manutenção da algazarra, uma moradora formalizou um requerimento por meio da plataforma digital Fácil Digital. Novas cobranças foram enviadas à Prefeitura em 24, reforçando o teor das indagações sobre possíveis atuações da Guarda Civil Municipal e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano.

Expectativa de bom senso

A breve pausa no início da semana gerou a falsa impressão de que alguma medida enérgica havia sido adotada pelas autoridades municipais. Contudo, a retomada da sonzeira na quarta-feira mostrou que o tormento continua. Os moradores agora exigem o mínimo de decência e respeito às leis de convivência urbana, cobrando que os responsáveis desliguem os aparelhos sonoros ao menos a partir das 22h, enquanto novas cobranças continuam sendo disparadas à administração municipal.