O estado do Rio de Janeiro registra uma alta expressiva nos diagnósticos de Mpox, infecção viral transmitida por contato direto. Os dados mais recentes apontam que 211 pacientes testaram positivo no estado, superando o total acumulado no ano anterior, que foi de 119 casos. O crescimento é impulsionado principalmente pelos meses de setembro e outubro, que somam 90 ocorrências, enquanto no mesmo período do ano passado foram contabilizados apenas 10 diagnósticos. Atualmente, o estado ainda mantém 117 casos sob investigação, e especialistas apontam a circulação de um novo subtipo do vírus na região.

O que aconteceu

Na capital fluminense, a situação segue a mesma tendência de crescimento. O Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio confirmou 167 casos, ultrapassando os 94 registrados no ano anterior. Setembro e outubro concentram 74 diagnósticos na capital, enquanto o mesmo período do ano passado contabilizou apenas 10. Autoridades de saúde e especialistas destacam que a doença exige atenção redobrada, especialmente para pacientes que vivem com HIV, pois a imunidade baixa pode agravar o quadro clínico da infecção.

O vírus da Mpox está circulando com mais intensidade no Rio de Janeiro e no Brasil. Neste momento, há 10 pacientes internados com a doença no Rio. É uma doença de fácil diagnóstico.

Como se proteger

Para conter a disseminação do vírus, as autoridades de saúde recomendam evitar contato físico direto com lesões na pele ou mucosas de pessoas suspeitas ou confirmadas, abster-se de contato íntimo e relações sexuais na presença de sintomas até avaliação médica, e não compartilhar objetos pessoais como toalhas, roupas de cama e vestimentas. Diante do surgimento de lesões suspeitas acompanhadas ou não de febre e ínguas, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, seguir o isolamento adequado até a cicatrização completa e buscar informações sobre a vacinação disponibilizada para grupos específicos.