Moradores de Guarulhos e de todo o país devem redobrar os cuidados preventivos, pois os índices de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados a determinados vírus apresentam tendência de crescimento em nível nacional. A informação consta no levantamento semanal divulgado nesta quinta-feira (8) por uma instituição de pesquisa em saúde.
O que aconteceu
De acordo com o boletim InfoGripe, divulgado em oito de maio, há um avanço nacional nas ocorrências de SRAG provocadas pelo rinovírus, pelo metapneumovírus e pelo Sars-CoV-2. Apesar dessa movimentação, os registros semanais de novos casos de covid-19 permanecem em patamares baixos no território brasileiro.
Os dados indicam um leve sinal de retomada no crescimento das infecções graves entre crianças e adolescentes na faixa etária de 2 a 14 anos, enquanto as demais faixas etárias mantêm estabilidade. Em contrapartida, as ocorrências decorrentes do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e da influenza B registram queda, e as hospitalizações por influenza A seguem estáveis em níveis baixos.
Em âmbito regional, os estados de Alagoas, Roraima e Sergipe registraram incidência da síndrome em patamares de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento no médio prazo, afetando principalmente o público infanto-juvenil. Outras cinco unidades federativas — Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — também apresentam níveis elevados de incidência, embora sem tendência de alta a longo prazo. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória registram cenário semelhante.
No que diz respeito ao perfil de impacto da doença, o levantamento aponta que a incidência da SRAG afeta com maior intensidade crianças com até 2 anos de idade. Já a mortalidade concentra seus maiores reflexos na população com 65 anos ou mais.
O que fazer
Diante do cenário apresentado pelos pesquisadores, é fundamental que o público prioritário verifique se a caderneta de vacinação contra a covid-19 está devidamente atualizada. Além disso, as autoridades de saúde reforçam que a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é indispensável para gestantes.






