O mercado financeiro brasileiro fechou o mês de outubro sob forte pressão econômica, com reflexos diretos na cotação do dólar e no desempenho da bolsa de valores. Para os moradores e consumidores que acompanham a economia, o cenário exige cautela diante da volatilidade e do encarecimento de produtos e serviços atrelados à moeda estrangeira.

O que aconteceu

O dólar avançou 1,09% e encerrou cotado a R$ 5,446. Com esse resultado, a moeda estadunidense acumulou uma alta expressiva de 9,15% ao longo da semana, marcando a maior valorização semanal desde outubro de 2008, período marcado pela crise financeira internacional. Apenas no mês de outubro, a alta acumulada chegou a 5,27%, revertendo a trajetória e passando a acumular valorização de 0,81% no ano.

No mesmo pregão, o Ibovespa registrou queda de 0,75%, encerrando aos 167.921,80 pontos. No acumulado semanal, o principal indicador da bolsa brasileira teve desvalorização de 18,12%, o pior desempenho desde março de 2020, quando o mercado recuou 18,88% no início da pandemia de covid-19. No fechamento de outubro, o índice caiu 9,88%.

De acordo com os dados divulgados, a pressão sobre o real foi intensificada pela reavaliação de posições por parte dos investidores após o resultado eleitoral, além da expectativa em torno da definição da equipe econômica do próximo governo. No cenário internacional, a moeda americana também ganhou força frente a outras moedas de países emergentes, em um dia marcado por turbulências envolvendo empresas de tecnologia.