O bolso do consumidor de Guarulhos segue sofrendo com a cobrança extra na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica bateu o martelo no final de agosto e confirmou que a bandeira tarifária amarela continua ativa ao longo de todo o mês de setembro. Com isso, quem mora na cidade e em todo o Sistema Interligado Nacional precisa desembolsar uma taxa adicional de R$ 1,885 a cada bloco de 100 quilowatts-hora consumidos. Esta é a quinta vez consecutiva que o sistema permanece estagnado nessa cor.

Seca e termoelétricas encarecem a operação

O motivo para a permanência desta cobrança extra é a escassez de chuvas que castiga o país. O período de seca prolongada reduziu de forma drástica o volume dos reservatórios das principais hidrelétricas brasileiras. Para evitar o colapso no abastecimento e suprir a demanda da população, o governo se vê obrigado a acionar as usinas termelétricas, cuja operação é consideravelmente mais cara. O órgão regulador destaca que essa dinâmica reflete diretamente a vulnerabilidade do setor elétrico diante das condições climáticas adversas.

Dicas para aliviar o orçamento doméstico

Diante deste cenário desfavorável para a economia familiar, a recomendação oficial é adotar uma postura de consumo consciente. Pequenas atitudes na rotina diária ajudam a aliviar o peso no orçamento no final do mês. Desligar lâmpadas em cômodos vazios e usar de forma inteligente os eletrodomésticos são medidas simples, mas que geram impacto positivo tanto para a estabilidade do sistema elétrico nacional quanto para o bolso do morador guarulhense.

Como funciona o sistema de bandeiras

Implantado pelo órgão regulador em 2015, o mecanismo de bandeiras tarifárias serve justamente para alertar a população sobre o custo real da produção de eletricidade no país, seja para residências, comércios ou indústrias. Enquanto a bandeira verde não gera nenhum tipo de cobrança extra, as faixas amarela e vermelha funcionam como um termômetro que encarece a fatura. Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Nos patamares mais severos da bandeira vermelha, a situação piora: o Patamar 1 cobra R$ 4,46 a mais, enquanto o Patamar 2 eleva a taxa para R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.