Moradores de Guarulhos que buscam recolocação ou transição de carreira devem ficar atentos às mudanças nos processos de recrutamento das empresas. Com a expansão das ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo, a análise de profissionais mudou, exigindo que as companhias olhem além do histórico tradicional de experiências para identificar o real potencial de entrega em uma função.

O que aconteceu

Especialistas apontam que a formação acadêmica e o histórico de passagens por grandes empresas já não contam toda a história sobre o desempenho de um candidato. A automação de tarefas exige que os trabalhadores saibam interpretar dados, resolver problemas complexos e tomar decisões contextuais. Por isso, confiar apenas no currículo ou em impressões subjetivas de entrevistas pode gerar distorções na escolha de talentos.

O currículo e a entrevista trazem informações importantes, mas dependem muito do que o candidato apresenta sobre a própria trajetória. Quando a empresa combina essas informações com avaliações estruturadas, consegue observar outras dimensões, como raciocínio e tomada de decisão.

Para lidar com esse cenário, o uso de provas práticas, testes cognitivos e avaliações comportamentais tem ganhado espaço. Ferramentas tecnológicas de análise de dados e gamificação auxiliam os departamentos de recursos humanos a mapear competências de forma mais ampla, reduzindo a dependência de impressões isoladas.

Uma avaliação não responde sozinha se alguém será bem-sucedido em uma função. Ela precisa fazer sentido para o que a empresa busca e ser analisada junto com as outras evidências do processo.

A discussão sobre a relação entre capacidades humanas, tecnologia e gestão de talentos será debatida no evento Pandapé Experience, marcado para o dia 27 de outubro, na cidade de São Paulo. O encontro reunirá lideranças corporativas para debater o uso de dados, ciência e inteligência artificial na compreensão do potencial de candidatos.