O cenário econômico desta terça-feira, 24 de setembro de 2024, trouxe alívio para alguns e dor de cabeça para outros. A moeda americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,089, registrando um recuo de 0,79%. Este valor representa o menor patamar do dólar desde o dia 7 de agosto, quando a cotação bateu R$ 5,084. Ao longo da sessão, o câmbio oscilou entre a máxima de R$ 5,1289 e a mínima de R$ 5,0713, impulsionado pelo otimismo em economias emergentes.
Com o resultado, a divisa acumula queda de 7,28% no acumulado de 2024. Nos primeiros pregões de setembro, o recuo é de 1,82%, revertendo completamente a alta de 2,16% vista em agosto. Para o setor produtivo de Guarulhos e de toda a Grande São Paulo, essa flutuação mexe diretamente com as contas das empresas. Afinal, a queda barateia a importação de maquinários e matérias-primas, embora possa minguar a competitividade de quem exporta.
Reflexos diretos no bolso do consumidor guarulhense
Empresas locais que dependem de insumos estrangeiros sentem o alívio imediato com a redução de custos operacionais. Na outra ponta, o cidadão comum também percebe a oscilação quando itens importados e eletrônicos ficam mais acessíveis no comércio. Por outro lado, indústrias voltadas para o mercado externo veem o faturamento em reais encolher, provando que a volatilidade cambial mexe com engrenagens importantes da economia regional.
Ibovespa sobe embalado por exterior e petróleo
Enquanto o dólar caía, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) registrou alta de 1,20%, fechando o pregão em 187.366,84 pontos. Trata-se do patamar mais elevado desde 4 de maio de 2024. O índice atingiu máxima de 189.487,70 pontos e movimentou um volume financeiro de R$ 29,76 bilhões. O otimismo interno veio acompanhado pelo avanço das ações da Petrobras, impulsionadas pela valorização do petróleo no cenário internacional. As ações preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto as ordinárias avançaram 2,36%. Dados da B3 ainda apontam uma entrada líquida de R$ 3,9 bilhões de capital estrangeiro nos três primeiros pregões de setembro.
Tensão no Oriente Médio encarece o petróleo
O mercado global de energia sofreu forte pressão nesta terça-feira devido a conflitos no Oriente Médio e ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent fechou em alta de 0,9%, cotado a US$ 97,92, maior valor desde 23 de julho de 2024. Já o barril WTI subiu 1,7%, encerrando a US$ 93,03, patamar não visto desde junho. O Estreito de Ormuz, rota crucial por onde escoa 20% do petróleo mundial, segue no epicentro das preocupações sobre o abastecimento.
Na prática, a alta internacional da commodity bate direto nos postos de combustíveis de Guarulhos e de todo o estado paulista. A escalada nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha pesa imediatamente no orçamento das famílias guarulhenses e eleva a logística de transporte das empresas locais, mostrando que a geopolítica lá fora dita o custo de vida aqui na esquina.







