Gestores das escolas municipais de Guarulhos participaram de um importante encontro formativo no dia 27 de agosto de 2026, realizado nas dependências do Teatro Adamastor. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação, teve como foco central discutir estratégias eficientes para a implementação da Lei 11.645/08, diretriz federal que torna obrigatório o estudo das histórias e das culturas afro-brasileira e indígena em toda a rede de ensino, abrangendo desde o fundamental até o médio.
Esforço conjunto e representatividade
A atividade integrou oficialmente a programação do 'Agosto Indígena 2026' na cidade, buscando combater ativamente o preconceito e valorizar a contribuição histórica dessas comunidades para a formação da sociedade brasileira. Para enriquecer os debates, o evento contou com a presença de lideranças de diferentes etnias indígenas locais e de órgãos de peso na defesa dos direitos humanos.
Entre as entidades que enviaram representantes para o encontro no Teatro Adamastor destacam-se a Subsecretaria de Igualdade Racial de Guarulhos, a Comissão de Igualdade Racial da OAB e o Núcleo de Promoção da Igualdade Racial e de Defesa dos Povos e Comunidades Tradicionais, ligado à Defensoria Pública de São Paulo. A mobilização conjunta reforça o compromisso institucional com a efetivação das normas educacionais.
Práticas pedagógicas e protagonismo
Uma das vozes presentes no evento foi a de uma psicóloga da Divisão Técnica de Políticas para a Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação, que destacou a relevância de garantir o protagonismo dessas populações nas diretrizes pedagógicas. Como desdobramento prático, a pasta municipal informou que segue elaborando um guia voltado para educadores, instrumento que auxiliará na introdução desses conteúdos em sala de aula de maneira contínua.
A programação também abriu espaço para palestras com especialistas e educadoras de vasta experiência na área. Contribuíram com o debate uma professora da etnia Maxacali que atua na rede municipal da capital, uma pesquisadora e coordenadora pedagógica da rede guarulhense, além de uma bióloga da Divisão de Educação Ambiental da Secretaria de Educação. As especialistas convergiram na defesa de que o reconhecimento dos povos originários como sujeitos de suas próprias histórias é um direito inegociável dos estudantes.







