A evolução da tecnologia no campo vai muito além de máquinas operando sem nenhuma presença humana. Especialistas utilizam uma escala de seis níveis, que teve origem no setor automotivo, para classificar o grau de autonomia dos equipamentos agrícolas, indo da assistência básica até a operação totalmente automatizada.

O que aconteceu

A escala divide o processo em etapas bem definidas. No nível zero, o operador comanda todas as ações. O nível um introduz apoios como barras de luz e sistemas de orientação via satélite. Já o nível dois é o mais presente na agricultura brasileira mecanizada, marcado pelo uso disseminado do piloto automático, onde o maquinário segue rotas predefinidas com alta precisão e margem de erro mínima.

Nos patamares seguintes, a máquina assume maior protagonismo. No nível três, executa tarefas completas e aciona humanos apenas em imprevistos. O nível four permite operações sem operador na cabine, monitoradas a distância por uma única pessoa que gerencia frotas inteiras. Por fim, o nível cinco representa a autonomia plena, um cenário ainda em desenvolvimento onde frotas inteiras se coordenam de forma autônoma.

Levantamentos da Embrapa apontam que o uso de direção automática amplia a capacidade operacional das máquinas entre 10% e 15%, além de reduzir desperdícios com sementes e combustíveis. A transição tecnológica também altera o perfil das vagas de trabalho, exigindo profissionais focados na gestão das operações e no monitoramento de dados, o que demanda conectividade e investimentos estruturados nas propriedades rurais.