Moradores de Guarulhos e representantes de coletivos sociais participaram, no último domingo (1º), de um ato público em defesa da vida e dos direitos dos povos indígenas. A mobilização ocorreu na região central do município e chamou a atenção para o cenário de vulnerabilidade enfrentado pelas comunidades originárias no país.
O que aconteceu
O protesto reuniu mais de cem pessoas em frente à Igreja Matriz, ponto escolhido por seu forte simbolismo histórico para a cidade. O templo está ligado às origens do antigo aldeamento de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos, cuja primeira capela jesuíta foi erguida em 1560 utilizando mão de obra indígena compulsória para a catequização da época.
Durante o ato, lideranças destacaram o peso histórico de ocupar o espaço séculos após a imposição religiosa e a violência contra os antepassados da região. A manifestação também serviu para repercutir o aumento de denúncias de ataques contra comunidades indígenas em outras regiões do Brasil, como os episódios de violência e ameaças registrados recentemente no município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, incluindo o incêndio criminoso na residência de uma liderança idosa no final de outubro.






