Moradores do estado de São Paulo devem redobrar a atenção para a prevenção contra o sarampo. O total de diagnósticos confirmados da doença atingiu a marca de 40 casos no estado, conforme atualização divulgada pelas autoridades de saúde estadunidenses e paulistas. Na região de Guarulhos e São Bernardo do Campo, os órgãos competentes avaliam o cenário epidemiológico para definir o encerramento dos episódios associados aos pacientes atendidos nos municípios.

O que aconteceu

Os dados mais recentes incluem três novos diagnósticos identificados no dia 28 de outubro. Os pacientes mais recentes são dois rapazes, de 18 e 21 anos, e uma criança de 1 ano de idade, todos residentes na capital paulista. Do total de 40 contaminados no estado, a capital concentra a maior parte das ocorrências, somando 36 registros. Outras cidades afetadas são São Bernardo do Campo, com dois casos, além de Guarulhos e Santo André, com um registro em cada município.

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), a circulação do vírus apresenta tendência de redução. No entanto, o monitoramento das cadeias de transmissão permanece ativo. Para que um ciclo seja considerado totalmente interrompido, é exigido um intervalo de 90 dias, equivalente a 12 semanas, sem o surgimento de novos doentes relacionados, contados a partir do aparecimento das manchas na pele do último caso confirmado.

A Secretaria de Estado da Saúde destacou que três em cada quatro pacientes confirmados não possuíam vacinação completa ou não tinham qualquer registro de imunização contra o sarampo. Entre os três casos mais recentes, a criança e um dos jovens haviam tomado apenas uma dose, enquanto o homem de 18 anos não possuía nenhum registro de vacina.

Como se proteger

A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacinação. A aplicação dos imunizantes ocorre de maneira gratuita em todas as unidades básicas de saúde dos municípios paulistas. A cobertura vacinal no estado registrou avanço nos últimos meses, passando por campanhas de multivacinação para ampliar a proteção da população, com foco especial em crianças menores de 2 anos, faixa etária que apresenta maior vulnerabilidade diante da doença.