Moradores do estado de São Paulo precisam redobrar a atenção contra a leptospirose. Dados oficiais da Secretaria de Saúde do estado apontam que, entre janeiro e agosto de 2026, foram confirmados 347 casos da doença em território paulista, resultando em 42 óbitos. No mesmo período de oito meses de 2025, o registro era de 344 casos confirmados. Ao longo de todo o ano passado, foram contabilizados 451 casos e 62 mortes.
O que aconteceu
O levantamento detalha a situação em diferentes municípios paulistas. Somente em 2026, até o mês de agosto, a capital paulista registrou 90 casos confirmados e 10 mortes. Mogi das Cruzes contabilizou 33 casos e seis óbitos, enquanto Osasco teve 32 casos e uma morte. A cidade de Campinas confirmou 34 casos com cinco mortes, e Santos registrou 33 casos com cinco óbitos.
Em 2025, no mesmo intervalo de comparação ou ao longo daquele ano, a capital paulista acumulou 146 casos e 18 óbitos. Mogi das Cruzes somou 43 casos e 11 mortes. Osasco teve 47 casos e sete óbitos, e Santos registrou 48 casos com 10 mortes.
A transmissão da leptospirose ocorre a partir do contato direto ou indireto com a urina de animais, principalmente ratos infectados pela bactéria Leptospira. A contaminação se dá pela pele com lesões ou quando a pele fica imersa por muito tempo em água contaminada. Períodos de inundações facilitam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, elevando o risco de surtos. Os sintomas iniciais costumam aparecer de 1 a 30 dias após a exposição, mais comumente entre 7 e 14 dias.
Como se proteger
Os principais sinais de alerta da doença incluem febre, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômitos e dor muscular. Nos quadros graves, a infecção pode provocar pele e olhos amarelados, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar.
O tratamento da doença é feito com o uso de antibióticos e precisa ser iniciado logo no momento da suspeita médica. Para ocorrências leves, o atendimento é ambulatorial. Já nos casos graves, a hospitalização deve ser imediata para evitar complicações e reduzir a letalidade.






