Circular pela internet histórias mal contadas sobre o Cadastro Único tem o poder destrutivo de afastar quem realmente precisa de alívio no bolso. Muita gente engole a mentira de que se inscrever na base de dados traz prejuízos, gera cobranças extras ou bloqueia outros auxílios do governo. A ignorância digital acaba custando caro, já que o sistema funciona como a chave de acesso para as Tarifas Social e Vulnerável, capazes de despencar a conta de água em até 78% para quem cumpre as exigências legais.
Desmistificando o processo de inscrição
A conversa fiada de que o primeiro registro no CadÚnico pode ser resolvido inteiramente pelo celular não passa de ilusão. O cidadão até consegue dar o pontapé inicial com um pré-cadastro no aplicativo para sistemas Android e iOS, mas a burocracia exige o comparecimento físico. É obrigatório dar as caras em um posto autorizado do município, como um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), dentro de um intervalo de 120 a 240 dias para validar os documentos.
Para não dar viagem perdida, a pilha de papéis exigida inclui CPF ou título de eleitor, um documento oficial com foto como RG ou carteira de trabalho, além de comprovante de residência. Os demais moradores da casa também precisam entrar na jogada com seus respectivos documentos de identificação.
O que é verdade e o que é lorota
Outro mito recorrente prega que o cadastro encarece a fatura de esgoto e água. A realidade é oposta: a adesão é totalmente gratuita e não acrescenta centavo algum na cobrança. Por outro lado, é pura verdade que os dados precisam estar devidamente atualizados sempre que houver mudança de endereço, alteração na renda ou modificações no número de moradores sob o mesmo teto.
Também procede a regra de que o abatimento é restrito a apenas um imóvel por família. Caso o cidadão preencha todos os requisitos e o desconto não apareça magicamente na fatura, a recomendação é acionar a companhia com o número do NIS e o CPF em mãos. Vale lembrar que a base de beneficiados saltou de 2,9 milhões para 6 milhões de paulistas, derrubando de vez a lenda urbana de que as vagas são limitadas por sorteio ou exigem pagamentos antecipados.
Categorias de desconto e canais oficiais
A divisão dos benefícios ocorre em faixas específicas. A Tarifa Vulnerável garante até 78% de desconto para quem vive em situação de extrema vulnerabilidade social. Já a Tarifa Social I abate até 72% para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, contemplando também desempregados com histórico recente de ganhos de até três salários e consumo limite de 15 mil litros mensais, moradores de habitação social, idosos a partir de 65 anos que recebem o BPC e pessoas com deficiência. Por fim, a Tarifa Social II corta até 50% para residentes de áreas informais passíveis de regularização, como comunidades e palafitas, também limitadas ao consumo de 15 mil litros por mês.
Para fugir de golpes e buscar informações sem cair em armadilhas, os canais oficiais de atendimento funcionam 24 horas por dia através do WhatsApp no número (11) 3388-8000, pelo telefone gratuito 0800 055 0195, pelo aplicativo Sabesp Mobile ou pela Agência Virtual no site agenciavirtual.sabesp.com.br. O atendimento presencial nas agências próprias ocorre por ordem de chegada, enquanto o Poupatempo exige agendamento prévio. Deficientes auditivos ou de fala contam com suporte exclusivo pelo 0800 016 0195 via aparelho TDD ou vídeo em Libras na página oficial.







