O registro formal de microempreendedores individuais traz resultados expressivos para o faturamento e para a estabilidade profissional em âmbito nacional. Dados divulgados recentemente revelam que a grande maioria dos trabalhadores que regularizaram a situação da empresa percebeu crescimento nas vendas, registrando o melhor desempenho na série histórica do levantamento.
O que aconteceu
A pesquisa nacional ouviu quatorze mil pequenos negócios em todo o território brasileiro para traçar o perfil atual do setor. Os estados que lideram o índice de crescimento nas vendas após a regularização são Ceará, Mato Grosso, Piauí e Distrito Federal.
Entre as principais motivações que levam os trabalhadores a buscar a formalização estão a emissão de nota fiscal, apontada por 32% dos entrevistados, a garantia de acesso aos benefícios previdenciários do INSS, com 27%, e a prevenção contra problemas com a fiscalização, mencionada por 17%.
O estudo também detalha a trajetória anterior dos profissionais. Antes de obterem o registro como microempreendedor individual, 57% atuavam com carteira assinada, 11% exerciam atividades de forma informal e 9% trabalhavam sem registro formal.
Quem formaliza pode aumentar a sua renda em até 25%. A formalização permite acesso a crédito, participação em licitações e vendas para mais empresas, por exemplo. E não podemos esquecer das compras públicas em que há uma série de oportunidades
Persistência no negócio
Os dados indicam forte apego à atividade empresarial. Mais de 68% dos microempreendedores individuais afirmam que recusariam propostas para retornar ao regime de contratação tradicional como funcionários, mesmo recebendo o equivalente ao seu faturamento atual.
Entre aqueles que iniciaram a atividade motivados por novas oportunidades, apenas 18% aceitariam voltar ao mercado formal de trabalho como empregados. Por outro lado, entre os que abriram o próprio negócio por necessidade, o índice daqueles que aceitariam fechar as portas para voltar a ser funcionário sobe para 43%.






