A partir desta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) colocará à disposição da população os mapas-múndi do Brasil publicados no período entre 2024 e 2026. A edição mais recente recebeu o aval oficial durante a Assembleia Geral das Nações Unidas na última sexta-feira (4).
Aprovação internacional e resistências
A deliberação na ONU terminou com 164 votos favoráveis à implementação da projeção Equal Earth, modelo cartográfico que alinha-se aos parâmetros utilizados pelo órgão brasileiro. O processo registrou apenas uma manifestação contrária, emitida pelos Estados Unidos, além de seis abstenções de delegações estrangeiras.
Correção de distorções seculares
A busca por uma representação geográfica mais fiel à realidade dimensional é uma demanda antiga. O texto aprovado coroa uma articulação liderada pela União Africana, motivada pelo fato de que o continente africano e a América do Sul sofrem redução sistemática nas cartas geográficas convencionais vigentes desde o século 16.
Nova perspectiva cartográfica
O padrão Equal Earth evidencia distorções herdadas da visão colonialista, que privilegiadamente inflava o tamanho de territórios como a América do Norte e a Groenlândia. Com a chancela da ONU, a Diretoria de Geociências do IBGE reforça seu alinhamento com atualizações técnicas globais, priorizando representações terrestres mais equilibradas e precisas.







