Moradores de Guarulhos que acompanham notícias sobre saúde pública devem saber que a legislação brasileira permite que idosos atuem como doadores vivos de órgãos. Um caso nacional divulgado recentemente mostrou um homem de 69 anos que doou um rim para salvar o próprio filho, que havia perdido a função do único rim remanescente após sessões frequentes de hemodiálise.

O que aconteceu

Diante da necessidade urgente de transplante, familiares realizaram exames para verificar a possibilidade de doação. A compatibilidade sanguínea e genética total foi confirmada entre pai e filho, viabilizando o procedimento cirúrgico com sucesso.

De acordo com dados repassados pelo Ministério da Saúde, o doador vivo pode ceder um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte dos pulmões. A compatibilidade sanguínea permanece como um requisito obrigatório em todas as situações.

O procedimento cirúrgico exige uma fase prévia de exames laboratoriais e de imagem rigorosos. No caso do doador idoso, a equipe médica realiza uma investigação ainda mais minuciosa para certificar que o organismo continuará funcionando de forma saudável com apenas um rim, avaliando o histórico cardiovascular e a expectativa de vida do paciente.

Cuidados com doadores com mais de 60 anos

Especialistas da área de nefrologia reforçam que a avaliação em pessoas acima dos 60 anos demanda critério redobrado. O processo envolve exames de sangue, checagem da urina, testes de função renal e avaliações completas do coração, garantindo total segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe o órgão.