A preparação para datas de grande movimento no comércio sofre transformações com a adesão crescente de ferramentas de inteligência artificial pelos consumidores. Além dos tradicionais mecanismos de busca e redes sociais, plataformas baseadas em conversação passaram a ser consultadas rotineiramente para verificar preços, avaliar a confiabilidade de empresas e selecionar opções de compra.

O que aconteceu

Um levantamento conduzido por empresas do setor aponta que sete em cada dez compradores online já utilizam inteligência artificial para pesquisar ou comparar mercadorias e serviços, sendo que pouco mais da metade pretende intensificar essa utilização nos próximos meses. Outro estudo focado no período de compras de fim de ano indica que uma parcela expressiva dos consumidores recorre à tecnologia para validar promoções e checar a reputação das marcas.

O comportamento do consumidor também se reflete na conversão de vendas. Dados de mercado mostram que mais da metade dos brasileiros entrevistados já concluíram aquisições a partir de sugestões fornecidas por sistemas de inteligência artificial, com uma fatia considerável repetindo essa conduta em mais de uma oportunidade.

Quem deixar para pensar nisso às vésperas da Black Friday já estará atrasado. Assim como outras frentes de mídia exigem planejamento, a presença de uma marca nas respostas geradas por inteligência artificial também é construída ao longo do tempo.

Nova dinâmica de visibilidade

Com a mudança na forma como o público obtém informações, as empresas precisam monitorar o posicionamento de suas marcas perante os concorrentes dentro das respostas geradas por modelos de linguagem. A disputa por espaço deixa de se concentrar apenas nos mecanismos tradicionais de busca e passa a abranger a presença em conteúdos de parceiros, criadores e sites especializados que servem de referência para essas tecnologias.