Moradores que investem em títulos públicos federais voltados para a formação de renda na aposentadoria registraram valorizações expressivas em apenas uma semana. O movimento foi impulsionado pela queda nas taxas dos papéis após o primeiro turno da eleição presidencial, exigindo atenção dos investidores quanto aos riscos de volatilidade do mercado financeiro.
O que aconteceu
De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, os oito vencimentos da família Renda+ terminaram a semana passada em alta, com ganhos que variaram entre 8,18% e 23,36%. O maior rendimento foi registrado no Renda+ 2065, cuja taxa de compra recuou de IPCA + 6,86% na sexta-feira (2) para IPCA + 6,38% na sexta-feira seguinte (9). Na prática, com essa variação, uma aplicação de R$ 10 mil no título mais longo passou a valer R$ 12.336.
Especialistas explicam que a valorização ocorreu por causa da marcação a mercado, o que significa que o ganho financeiro bruto só é efetivamente concretizado caso o investidor decida vender o título antes do prazo de vencimento. Como o preço e a taxa caminham em sentidos opostos, os prazos mais longos sofrem maior impacto das variações econômicas.
No entanto, o cenário apresentou reviravoltas logo nos pregões seguintes. Na abertura da terça-feira (13), após o feriado, as taxas voltaram a subir e o preço do título mais longo recuou 3,3%, reduzindo o ganho acumulado para aproximadamente 19% desde a véspera do primeiro turno. Analistas econômicos reforçam que a mesma sensibilidade que gera lucros também pode provocar perdas expressivas para quem precisar negociar os papéis antes do prazo contratado, especialmente com a proximidade do segundo turno marcado para 25 de outubro.
O que fazer
Especialistas em mercado financeiro recomendam cautela e sugerem que o cidadão avalie com calma o cenário antes de tomar decisões precipitadas motivadas pela euforia do mercado. Para quem mantém o investimento até o final do prazo contratado, a oscilação diária nos preços não altera o resultado final, uma vez que a renda mensal contratada no momento da compra permanece corrigida pela inflação.






