O mercado financeiro nacional registrou um novo marco com o balanço divulgado pelo Itaú Unibanco, que reportou o maior ganho de sua história para um único trimestre. Entre os meses de julho e setembro de 2026, a instituição alcançou um ganho recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões, impulsionado principalmente pela expansão na concessão de empréstimos em todo o país.
O que aconteceu
O montante representa um avanço de 6,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior e uma alta de 1,7% em relação aos três meses imediatamente anteriores. O desempenho ocorre em um cenário macroeconômico nacional que exige cautela, marcado por taxas de juros que continuam a pressionar a capacidade de pagamento das famílias e os custos operacionais das empresas.
A carteira de crédito total do banco atingiu a marca de R$ 1,544 trilhão ao término de setembro. Excluindo variações cambiais e impactos contábeis da venda de operações no exterior, o volume de financiamentos cresceu 10,9% em doze meses. O principal motor dessa alta foi o segmento de pessoas físicas na operação brasileira, que movimentou R$ 500,4 bilhões, com forte destaque para o crédito consignado privado e o setor imobiliário.
A gente imagina juros num patamar restritivo por um prazo mais prolongado. Tudo isso aliado a uma economia em que as famílias já estão com comprometimento de renda mais alto e as empresas precisando se refinanciar numa taxa de juros mais elevada, claro que desperta preocupações
A calibragem de risco permitiu que a instituição mantivesse o índice consolidado de calotes, medido por atrasos superiores a 90 dias, estabilizado em 2,0% ao final de setembro. Nos atrasos superiores a 15 dias, a inadimplência das famílias clientes marcou 6,7%, enquanto no universo corporativo o índice ficou em 2,9%, mantendo patamares inferiores à média observada no restante do mercado financeiro.
Não somos imunes, naturalmente, temos uma carteira de R$ 1,5 trilhão, R$ 1,3 trilhão no Brasil, mas um portfólio bem posicionado nos clientes mais resilientes
Em paralelo ao crescimento do crédito, a margem financeira gerencial somou R$ 34,611 bilhões, enquanto a despesa de perda esperada com inadimplência totalizou R$ 10,720 bilhões no período. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) recuou para a faixa de 23,6%, mantendo-se em patamar de liderança na indústria bancária, e as receitas com prestação de serviços e seguros registraram estabilidade, totalizando R$ 14,1 bilhões no trimestre.






