Moradores de Guarulhos que dependem de crédito precisam redobrar os cuidados com as finanças pessoais após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica de juros da economia, a Selic, estagnada em 13,75% ao ano. A medida impacta diretamente o custo de vida da população e exige planejamento rigoroso para evitar o endividamento excessivo.
O que aconteceu
O Banco Central optou por não alterar a taxa básica de juros, mantendo-a no patamar de 13,75% ao ano. Na prática, essa decisão encarece o custo do dinheiro no país, refletindo diretamente nas linhas de crédito disponíveis para as famílias. Linhas tradicionais de financiamento, empréstimos pessoais e o rotativo do cartão de crédito permanecem com taxas elevadas, encarecendo qualquer aquisição parcelada ou tomada de recursos no mercado financeiro.
Especialistas em economia apontam que a manutenção dos juros altos tem como objetivo principal conter o avanço da inflação, mas traz como efeito colateral o encarecimento do crédito para o cidadão comum. Com isso, compras de maior valor, como imóveis, veículos e até mesmo o uso rotineiro do cartão de crédito, exigem maior capacidade de pagamento por parte do consumidor, aumentando o risco de inadimplência nas famílias que não possuem margem de manobra no orçamento mensal.
Como se proteger
Diante de um cenário de juros elevados, a recomendação para o cidadão é evitar ao máximo o endividamento por meio de crédito caro, como o rotativo do cartão e o cheque especial. O ideal é adiar compras não essenciais que dependam de financiamento longo, priorizar pagamentos à vista sempre que houver desconto e buscar renegociar dívidas antigas para evitar a bola de neve financeira. O controle rigoroso dos gastos mensais é a principal ferramenta de proteção para o orçamento familiar neste momento.






