Moradores de Guarulhos e de todo o estado devem redobrar os cuidados preventivos contra a dengue nos próximos meses. O Ministério da Saúde projetou nesta quarta-feira (4) um aumento de 20% a 40% nos registros da doença e de outras arboviroses no país até o início do ano que vem, impulsionado pelas alterações climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño.

O que aconteceu

De acordo com as estimativas apresentadas pela pasta federal, a região Sudeste, que engloba o estado de São Paulo, aparece entre as áreas mais vulneráveis no cenário mais crítico, com expectativa de crescimento de até 40% nas ocorrências. A combinação entre temperaturas elevadas e chuvas intensas, características do verão na região, favorece a multiplicação do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão da dengue e da chikungunya.

Temos projeções na área de vigilância epidemiológica de arboviroses, o que a gente pode ter, dependendo da região do país, de 20% a 40% de aumento de dengue. Então essa é uma das maiores preocupações que nós estamos nos preparando e ajudando os estados a se prepararem pra isso

Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan segue com a distribuição suspensa temporariamente no Sistema Único de Saúde. A medida foi adotada em junho após o registro de dois óbitos e outros eventos adversos em pessoas que receberam o imunizante. Os casos continuam sob investigação de um comitê técnico composto por representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde e do próprio instituto.

Atualmente, o SUS mantém a oferta da vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda. Segundo a pasta, uma nova avaliação sobre a retomada do imunizante do Butantan será realizada somente após a conclusão das análises científicas, com expectativa de retorno do produto no próximo ano caso a segurança seja atestada.

Como se proteger

Especialistas em saúde reforçam a necessidade de eliminar qualquer ponto de acúmulo de água parada nas residências, como pratos de vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas e recipientes descobertos. A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de barrar a proliferação do mosquito e conter o avanço das transmissões na cidade.