A convivência entre diferentes gerações no ambiente profissional tem exigido adaptações de gestores e equipes em todo o país. O choque de culturas organizacionais entre profissionais mais experientes e os recém-chegados ao mercado de trabalho tem provocado debates sobre autonomia, iniciativa e comunicação nas empresas.

O que aconteceu

Em uma publicação compartilhada nas redes sociais em 25 de setembro, uma empreendedora relatou dificuldades na rotina de gestão ao liderar funcionários mais jovens, pertencentes à chamada geração Z. Segundo o relato, a divergência de expectativas em relação à autonomia para solucionar problemas cotidianos tem tornado a rotina de liderança mais complexa.

Você é uma Millennial em cargo de liderança. Foi criada ouvindo: ‘Quem quer, dá seus pulos’. Começou a trabalhar na época do: ‘Manda quem pode, obedece quem tem juízo’. E agora lidera uma geração que precisa de tutorial até pra tomar iniciativa

A postagem rapidamente gerou grande repercussão e dezenas de comentários de outros profissionais que relataram situações semelhantes no dia a dia corporativo. Diversos relatos apontaram desafios relacionados à falta de proatividade para resolver tarefas básicas ou buscar informações de forma independente antes de solicitar ajuda.

Enquanto alguns trabalhadores expressaram frustração com a necessidade de orientação constante para demandas simples, outros integrantes da própria faixa etária mais jovem também pontuaram que coordenar pares dessa mesma geração apresenta obstáculos significativos na rotina profissional.