Quem comanda os custos da aviação civil no Brasil já enfrenta uma nova realidade financeira a partir desta terça-feira (1º). A Petrobras colocou em prática um encarecimento médio de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado em suas refinarias espalhadas pelo território nacional.

Valores nas refinarias e alta acumulada

Com a mudança tarifária, o litro do combustível passa a oscilar entre R$ 5,44 e R$ 5,70 nas bases da companhia, representando um acréscimo direto de R$ 0,68 por litro. O movimento de alta não surge isolado: no acumulado desde o primeiro dia do ano, o QAV já disparou 53,3%, o que se traduz em uma conta salgada de R$ 1,94 a mais por cada litro consumido.

Conflito internacional e impacto logístico

A justificativa apresentada pela estatal para o reajuste aponta diretamente para o cenário geopolítico global. A guerra em curso no Oriente Médio provocou severos entraves na logística da indústria do petróleo, desorganizando rotas e encarecendo a operação de suprimento.

Facilidade no pagamento e abastecimento

Para tentar amenizar o baque financeiro nas contas das empresas do setor, a petroleira adotou uma medida de flexibilização. Foi autorizado o parcelamento do reajuste total em três vezes mensais para as distribuidoras. Além disso, a administração da estatal fez questão de assegurar que o suprimento está garantido, confirmando que todo o volume de combustível demandado pelas companhias será devidamente entregue.