Quem precisou movimentar dinheiro na manhã do dia 23 de junho de 2024 teve uma surpresa desagradável. O sistema de pagamentos instantâneos mais famoso do país sofreu uma pane generalizada, travando transferências e deixando milhões de brasileiros sem conseguir concluir transações financeiras logo nas primeiras horas do dia.
Cronologia do caos digital
De acordo com dados de plataformas de monitoramento de serviços digitais, as primeiras panes começaram por volta das 6h50 daquele domingo. A situação escalou rapidamente e, em apenas três horas, acumularam-se 13.861 notificações de falhas por parte dos consumidores.
O pior momento da instabilidade ocorreu às 8h05, quando o sistema registrou um pico impressionante de 2.405 reclamações concentradas em um único minuto. Apenas a partir das 8h50 o volume de queixas começou a minguar de forma consistente. Por volta das 9h50, o total de registros despencou para 178, indicando que o serviço tentava se reerguer e voltar à normalidade na Grande São Paulo e no restante do território nacional.
Prejuízo para o comércio e dependência tecnológica
A dependência em relação à ferramenta cobrou seu preço. Comerciantes de Guarulhos e de diversos outros municípios enfrentaram barreiras para receber vendas e até mesmo para operar equipamentos que dependem da tecnologia para funcionar corretamente. Como o recurso virou o principal meio de pagamento da população, qualquer oscilação paralisa o consumo e gera prejuízos em cadeia.
Bancos atingidos e silêncio oficial
Pelo menos 12 instituições financeiras registraram saltos simultâneos nas reclamações de clientes. A lista incluiu gigantes do setor e bancos digitais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Nubank, Inter, C6 Bank, Mercado Pago, PicPay, Neon e Sicredi.
Até o momento do encerramento das principais ocorrências, o Banco Central, órgão gestor da ferramenta, optou por não emitir nenhum pronunciamento oficial detalhando o motivo ou a real dimensão do problema técnico que parou o país.







