O congestionamento entre o Aeroporto de Guarulhos e a região da Faria Lima, na capital paulista, ilustra os desafios diários de deslocamento que motivam o desenvolvimento de um novo modelo de transporte aéreo elétrico. A iniciativa busca transformar a mobilidade urbana por meio de aeronaves capazes de decolar e pousar verticalmente, conhecidas como eVTOL, voltadas para trajetos curtos entre centros financeiros e terminais aeroportuários.

O que aconteceu

A liderança do projeto aponta que a autonomia projetada para os veículos fica na faixa máxima de 80 a 85 quilômetros, embora a maioria das rotas estudadas pelos futuros clientes varie entre 30 e 40 quilômetros. A cabine foi desenhada para se adaptar a diferentes demandas ao longo do dia, podendo transportar quatro passageiros e um piloto, ou ter os assentos removidos para o transporte de cargas e equipamentos.

O protótipo realizou seu primeiro voo no final de 2025 e ingressou em etapas de transição para o voo horizontal convencional, com metas de velocidade que variam entre 110 km/h e 120 km/h. Os próximos passos incluem a produção de protótipos de conformidade em São José dos Campos e testes em Gavião Peixoto, com o objetivo de obter a certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) até o final de 2028.

A carteira de pedidos global já soma compromissos que totalizam 2.700 aeronaves provenientes de 29 clientes em nove países. A produção comercial em grande escala será instalada em Taubaté, no interior paulista, com capacidade modular inicial para até 120 unidades por ano, podendo ser ampliada conforme a demanda do mercado.

Certificação não é o fim da jornada. É o começo