Estabelecimentos turísticos, hotéis e restaurantes em diversos países passaram a adotar regras rígidas contra a realização de fotos e gravações não autorizadas, impactando diretamente a rotina de turistas e produtores de conteúdo digital. A medida, adotada em locais na Europa, Ásia e Estados Unidos, tem como objetivo principal proteger a privacidade e garantir a tranquilidade dos frequentadores.
O que aconteceu
A onda de restrições começou a ganhar força após casos em que espaços comerciais eram utilizados exclusivamente como cenários para ensaios fotográficos, prejudicando o atendimento e o conforto de outros clientes. Na França, um hotel cinco estrelas localizado em Antibes passou a exigir autorização prévia para sessões de fotos após episódios em que visitantes levavam malas de roupas e acessórios para trocar de figurino durante as refeições.
Na Inglaterra, uma loja de produtos do campo em Cheshire proibiu completamente a realização de imagens entre 10h e 16h, após o local se tornar um ponto de grande aglomeração impulsionado por postagens em redes sociais. Em Londres, proprietários de restaurantes também manifestaram insatisfação com a ocupação excessiva dos salões por criadores de conteúdo.
Outras medidas foram registradas no Japão, onde uma grande barreira visual foi instalada para impedir que turistas fotografassem o Monte Fuji a partir de um ponto que gerava transtornos na vizinhança. Nos Estados Unidos, estabelecimentos em ilhas de Massachusetts e cidades de Vermont também adotaram restrições severas ou sinalização de proibição a influenciadores devido ao fluxo desordenado de visitantes em busca de registros visuais.
Como se proteger
Para evitar transtornos durante viagens internacionais, orienta-se que os turistas verifiquem previamente as políticas de fotografia e filmagem dos locais que pretendem visitar, como hotéis, restaurantes e atrações turísticas. Em caso de dúvidas, a recomendação é buscar horários de menor movimento ou consultar a administração do estabelecimento para garantir que o uso de câmeras e celulares esteja de acordo com as normas locais de convivência e respeito à privacidade alheia.






