Uma empresa de base tecnológica focada no desenvolvimento de matérias-primas para o setor de cosméticos tem ganhado destaque ao aplicar nanotecnologia e inovação científica no aproveitamento de recursos da biodiversidade.
O que aconteceu
Fundada por uma pesquisadora com trajetória acadêmica em biotecnologia e inovação farmacêutica, a Nanoterra surgiu com o propósito de transformar estudos científicos em soluções concretas para o mercado. O trabalho inicial envolveu a busca por alternativas ao uso do açafrão-da-terra, cujas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias esbarravam em desafios como o forte odor e a tendência a manchar.
Após anos de investigações laboratoriais e aprimoramento de métodos, a equipe conseguiu desenvolver nanopartículas viáveis e econômicas, reduzindo significativamente o consumo energético nos processos produtivos. Em vez de atuar diretamente na fabricação de produtos finais, a empresa optou por comercializar os nanoativos para indústrias do setor, como a linha ProSkin Repair, da Tulípia Cosméticos.
Com suporte de entidades de apoio ao empreendedorismo, a biotech expandiu sua atuação para o cenário internacional, participando de eventos globais de tecnologia em Lisboa e na Alemanha, onde apresentou novos compostos desenvolvidos a partir da casca do pequi. Atualmente, a estrutura conta com uma equipe de pesquisadores e avança na construção de um parque fabril próprio para ampliar a produção de forma sustentável.






